Adaptação do texto "Computa, Computador, Computa" de Millôr Fernandes. "Auto de Data" trata da mediocridade de ser humano. Traz o homem como construtor e destruidor de seu próprio meio, o fazendo de forma condicionada, não racional. Escrito em 1972, o texto original colocava o homem no centro de um sistema político ditatorial, onde a liberdade de expressão era explicitamente castrada. A adaptação traz o homem contemporâneo inserido numa pseudo-democracia, vivendo a aparente liberdade vendida pela ditatura midiática. Com paranóias, necessidades criadas pela mídia e tendências singularistas. A criação de um universo onde os dilemas e questionamentos não são compatíveis com a sobrevivência - mecânica e rotineira.
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Inspirado nas obras de Virgínia Woolf, o espetáculo se passa em um ambiente surreal e minimalista, onde entramos em sua intimidade e vasculhamos o que seriam seus últimos instantes, o que supostamente teria pensando, em flash de uma vida toda, antes do então suicídio. 
